Los Problemas/Activismo judicial
Activismo judicial· April 21, 2026

Ativismo judicial no Brasil: quando o Supremo vira legislador, promotor e juiz

12 vistas

A separação de poderes é o alicerce da democracia liberal moderna. Formulada por Montesquieu no século XVIII e incorporada à Constituição de 1988 no Artigo 2º, ela estabelece que Legislativo, Executivo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si. Cada um com sua função, cada um limitando o outro. No Brasil das últimas seis anos, esse equilíbrio deixou de existir.

O ponto de inflexão foi o "Inquérito das Fake News" (Inquérito 4781), aberto pelo próprio Supremo Tribunal Federal em 2019 de ofício — ou seja, sem que o Ministério Público tenha formulado a denúncia, como exige a arquitetura constitucional. A partir daí, o STF passou a investigar, a decidir, e a julgar seus próprios investigados. Os três papéis que a Constituição distribui deliberadamente entre instituições diferentes passaram a ser exercidos pelo mesmo colegiado.

Sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, o inquérito se tornou o instrumento pelo qual decisões monocráticas — de um único juiz, sem colegiado e sem direito pleno de defesa — determinaram prisões, bloqueios de contas bancárias, suspensões de redes sociais, e buscas domiciliares em jornalistas, parlamentares e influenciadores digitais.

O caso mais emblemático é o de Daniel Silveira. Ex-deputado federal, foi preso em fevereiro de 2021 após publicar um vídeo em redes sociais criticando ministros do STF. Sem flagrante, sem processo prévio, sem imunidade parlamentar respeitada. Foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão por "incitação à subversão da ordem constitucional". Quando o presidente Bolsonaro concedeu indulto presidencial — prerrogativa explícita do Artigo 84 da Constituição — o próprio STF rejeitou o indulto. O Judiciário, mais uma vez, sobrepondo-se ao Executivo.

O padrão é reconhecido internacionalmente. A Freedom House rebaixou o Brasil em seus índices de liberdade civil em relatórios consecutivos. A Human Rights Foundation inclui o Brasil entre os países onde a Bitcoin Development Fund prioriza financiamento para ferramentas de resistência à censura.

O que está em jogo não é a opinião política de A ou de B. É a existência de contrapesos institucionais. Quando um Poder — qualquer um dos três — acumula as funções dos outros dois, a palavra correta deixa de ser democracia.

É por isso que este projeto é financiado por Bitcoin. Bitcoin não pode ser congelado por liminar, apagado por ordem judicial, ou bloqueado por pedido do governo. É a única infraestrutura financeira que permanece funcional quando todas as outras foram instrumentalizadas.

Fuentes

Escrito por

lamoliveira@gmail.com

Colaborador verificado

Comentarios (0)

Aún no hay comentarios. Sé el primero.

Únete a la comunidad. Los comentarios requieren una cuenta — pero toma 10 segundos con Google. Entrar →